Tem momentos em que nada está explicitamente errado, mas também não está exatamente certo. Uma espécie de fora-de-lugar que insiste, mesmo quando, no papel, tudo parece resolvido.
Esse é talvez o ponto mais comum de chegada aqui. Pessoas que conseguiram construir uma vida funcional, que cuidam do que precisa ser cuidado, mas que têm uma sensação difícil de descrever: de estar passando por cima de algo importante, de estar vivendo no piloto automático, de não conseguir sentir.
A ansiedade entra aí, muitas vezes. E também as perguntas grandes: quem sou, o que faço com a minha vida, por que isso não basta. Não são perguntas para serem respondidas em uma sessão. Mas são perguntas que merecem espaço.
Nem toda confusão é um problema. Algumas são o início de uma escuta.
Como começa
Sem agenda. A gente parte do que está mais presente agora, mesmo que você não saiba bem como nomear. Aos poucos, as coisas começam a se separar: o que é urgente, o que é antigo, o que pode esperar, o que estava pedindo atenção há muito tempo.
Você não precisa chegar organizado. Confusão também é matéria-prima.